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Vírus de Schmallenberg

No verão de 2011, começaram a surgir sintomas pouco definidos em vacas leiteiras numa região da Alemanha (Renânia-Westefália), nomeadamente febre, diarreia e quebra de produção de leite.

Foi efetuada uma pesquisa de um vasto conjunto de vírus, com resultados negativos. Começaram também a surgir animais com sintomas na Holanda, na Bélgica e posteriormente no Reino Unido e França, sendo que nestes três últimos países surgiram apenas na espécie ovina, com ocorrência de abortos em ovinos (e um caso de aborto num bovino na Alemanha) na fase terminal da gestação, sendo os fetos portadores de graves malformações ao nível dos ossos e do cerebelo.

Investigações mais detalhadas permitiram identificar segmentos de vírus da família Bunyaviridae, do género Orthobunyavirus. Foi identificada a semelhança com o vírus “Akabane”, agente etiológico exótico na Europa, de que até agora não havia registo, embora reconhecido pela sua capacidade infetante de ruminantes em outras partes do mundo, nomeadamente no Japão e África.

Crê-se que o vírus agora identificado, inicialmente em amostras recolhidas próximo da localidade de Schmallenberg na Alemanha, – razão da designação que lhe está a ser atribuída -, não seja transmissível ao Homem, nem seja transmissível entre animais por contacto direto.

O vírus Schmallenberg é transmitido através de um vetor, inseto hematófago do género Cullicoides e de mosquitos.

Neste momento concentram-se esforços no diagnóstico a partir de testes serológicos, através do método  ELISA e de análises PCR, num grande esforço de caracterização do vírus, que está a ser difícil e dispendiosa, mas poderá permitir o futuro desenvolvimento de vacinas.

A Comissão Europeia apresentou uma proposta de declaração, que foi subscrita por todos os Estados-Membros, e se cita um parecer do “European Centre of Prevention and Disease and Control (ECDC)”, que considera que é pouco provável que este vírus possa infetar seres humanos. A declaração refere ainda a importância do aumento da vigilância conjunta por todos os Estados Membros, sendo previsível um possível aumento da incidência da doença na próxima Primavera e Verão, atendendo à sua forma de transmissão vetorial.

A Comissão Europeia está a equacionar a preparação de directrizes que definam uma metodologia para pesquisa do vírus, e está a ser reforçada a componente de investigação e de partilha de informação por todos os Estados Membros.

Na página do OIE encontra-se informação complementar sobre a doença.

A 25 de jan. de 2012, decorreu a reunião dos Diretores-Gerais dos 27 Estados-Membros, sob a presidência dinamarquesa, em conjunto com a Comissão Europeia, onde o tema do “Vírus de Schmallenberg” foi abordado, tendo sido revista a situação epidemiológica da doença e publicada uma nota informativa.

INFORMAÇÃO ADICIONAL:

Plano de Vigilância do Vírus de Schmallenberg

Portal da Comissão Europeia 

ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control) – Schmallenberg Virus

DEFRA (Depatment for Environmental Food and Rural Affairs UK) – Schmallenberg Virus

EFSA (European Food Safety Authority) – Schmallenberg Virus

HPA (Health Protection Agency) – Schmallemberg Virus

OIE (World Organisation for Animal Health) – Schmallenberg Virus (Informação específica) | Press release |

Memorando da Federação Europeia de Veterinários (FVE)

A new Ruminant Disease spreading through Europe (FVE calls for Vigilance for Schmallenberg Virus)

Fotos 1

Fotos 2 (Lesões anátomo-patológicas)

Schmallenberg Virus – Likely epidemiological scenarios and data needs (06 fev. 2012)


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