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Febre do Nilo Ocidental

QUALQUER SUSPEITA DE DOENÇA DEVE SER REPORTADA À DGAV
A DGAV RECOMENDA A VACINAÇÃO DOS CAVALOS NA ZONA DE RISCO

Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma doença causada por um flavivirus, o vírus do Nilo Ocidental, relacionado com as encefalites equinas.
A doença é transmitida por mosquitos, sendo sensíveis as Aves Selvagens, os Equinos e o Homem.
As aves selvagens são hospedeiros primários da FNO, mantendo-se o vírus em circulação pelo ciclo de transmissão mosquito-ave selvagem-mosquito, enquanto que os equinos e os seres humanos são hospedeiros finais do vírus, sendo a doença  transmitida através da picada de mosquitos infetados.
Algumas Aves Selvagens como os Corvídeos, são mais susceptíveis ao vírus que outras, nomeadamente os corvídeos. Ver fotos.
Os gansos também são espécies de risco, mas as restantes aves domésticas não apresentam grande susceptibilidade.
Os mosquitos ficam infetados quando picam uma ave selvagem contaminada com o vírus. Os mosquitos infetados acidentalmente podem também transmitir a doença aos equinos, que à semelhança dos humanos podem manifestar sintomas, mas não têm relevância na transmissão da FNO.
Os equinos infetados podem apresentar sinais ligeiros de doença, mas alguns podem desenvolver sintomas neurológicos graves que podem ser fatais.
A FNO apareceu pela primeira vez na Europa, na região da Camargue em França em 2000, após uma ausência de 35 anos. Posteriormente foi também confirmada em diversos países da Europa.

Situação em Portugal
Desde 2015, têm ocorrido focos da doença, com 8 focos confirmados em 2015, 6 focos em 2016 e 3 focos em 2017, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve. Em 2018 foi confirmado um foco num cavalo, no concelho de Viana do Alentejo, na região do Alentejo. Em 2019,  foram confirmados 2 casos em outubro  de 2019, em cavalos, nos concelhos de Silves e Lagoa, na região do Algarve. A 29 de julho de 2020 foi confirmado um foco num cavalo, no concelho de Castelo Branco e a 1 de outubro de 2020 foi confirmado um foco num cavalo, no concelho de Alcácer do Sal.

Os resultados dos testes efetuados conjugados com os quadros clínicos apresentados determinaram a notificação destes focos às instâncias internacionais (Comissão Europeia e Organização Mundial de Saúde Animal – OIE).
Estas ocorrências determinam a implementação das ações previstas no Plano de Vigilância da Febre do Vírus do Nilo Ocidental.
Plano de Vigilância tem por objetivo a deteção precoce e a monitorização da circulação do vírus da FNO, bem como a obtenção de informação para valorizar o risco de aparecimento da doença, e a necessidade de implementar medidas de luta específica quando necessário.
As medidas de vigilância assentam essencialmente na avaliação clínica, epidemiológica e serológica dos animais, designadamente das aves selvagens e dos equinos, bem como a sensibilização dos médicos veterinários para a vigilância clínica da doença.
Tendo em conta as condições edafo-climáticas, os resultados do plano entomológico e a ocorrência de casos/suspeitas clínicas de FNO em equinos, a Direção-Geral de alimentação e Veterinária definiu uma zona de risco para a FNO.
Considerando a existência de vacinas inativadas contra o vírus do Nilo Ocidental, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária autoriza assim a vacinação voluntária na área definida como zona de risco, desde que solicitada caso-a-caso pelo médico veterinário assistente da exploração, e mediante o cumprimento dos requisitos determinados no Manual de Procedimentos.

Modelos do Manual de Procedimentos para Vacinação FNO:

– Lista de vacinas autorizadas –ver.

Apresentação no VI Encontro de Formação OMV – 13 dezembro 2015 – Ver


Doenças dos Equídeos

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