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Gripe Aviária

A Gripe Aviária é uma doença vírica extremamente contagiosa podendo causar elevada mortalidade nas aves afetadas.

As infeções pelos vírus da gripe aviária dividem-se em dois grupos com base na sua patogenicidade: gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP), que se dissemina rapidamente, causando doença grave com mortalidade elevada (até 100% no prazo de 48 horas) e gripe aviária de baixa patogenicidade (GABP) que geralmente causa doença ligeira, podendo facilmente passar despercebida.
Ocasionalmente, algumas estirpes de vírus da gripe aviária podem infetar outros animais, nomeadamente mamíferos, e também o ser humano. No entanto, para que tal aconteça é necessário que haja um contacto muito estreito entre as aves infetadas e as pessoas ou entre aves e outros animais. Para mais detalhes acerca da doença, ver.

Não há nenhuma evidência epidemiológica de que a gripe aviária possa ser transmitida aos seres humanos através do consumo de alimentos, nomeadamente de carne de aves de capoeira e ovos.

Deteção de focos de infeção por vírus da GAAP em Portugal – 2021/2022

No final de 2021 e em 2022 foram confirmados pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (laboratório nacional de referência para as doenças dos animais), vários focos de infeção por vírus da gripe aviária de alta patogenicidade do subtipo H5N1 em aves domésticas e selvagens. Para mais informações sobre estes focos, ver aqui.

Na sequência destes eventos, o plano de contingência para a gripe aviária foi ativado de imediato e as medidas de controlo previstas na legislação em vigor foram executadas no terreno pela DGAV. Estas medidas, que incluem a inspeção aos locais onde foi detetada a doença e o estabelecimento de zonas de restrição sanitária no raio de 3 km (zona de proteção) e 10 km (zona de vigilância) em redor de cada foco. Foi igualmente intensificada a vigilância da doença nestas zonas de proteção e vigilância.

Para mais informações sobre os focos de gripe aviária de alta patogenicidade detetados em Portugal consulte a nota técnica:

Após a implementação das medidas de controlo e erradicação dos focos acima referidos, Portugal recuperou o estatuto de país livre de gripe aviária de alta patogenicidade, de acordo com o disposto no capítulo 10.4 do Código Sanitário dos Animais Terrestres da Organização Mundial para a Saúde Animal (WOAH), a 29 de novembro de 2022.

A WOAH validou oficialmente a autodeclaração de Portugal como país livre de gripe aviária de alta patogenicidade que pode ser consultada, no portal daquela organização. (ver)

Deteção de focos de infeção por vírus da GAAP em Portugal – 2023

Desde o inicio de novembro têm sido detetados no nosso país vários casos de infeção por vírus da gripe aviária de alta patogenicidade em aves selvagens. Tratando-se de casos de infeção em aves selvagens, o estatuto sanitário de Portugal como país livre desta doença em aves de capoeira não é afetado. Para mais informações sobre estes casos, ver aqui.

Situação epidemiológica da gripe aviária de alta patogenicidade

Durante a época de 2022/2023 (01/10/2022 a 30/09/2023) continuou a registar-se uma ampla circulação global de vírus da gripe aviária de alta patogenicidade no território europeu, sobretudo do subtipo H5N1. Para mais informação sobre o número de focos reportados e lista dos países afetados na época de 2022/2023, ver aqui.

Desde o início da época 2023/2024, entre 1 de outubro de 2023 e 31 de maio de 2024, vários países europeus notificaram focos de gripe aviária de alta patogenicidade ao sistema ADIS.  Para mais informações, ver aqui.

Para mais detalhes sobre a situação epidemiológica da gripe aviária de alta patogenicidade na Europa e no resto do mundo, ver aqui.

Informações importantes

Prevenção e biossegurança

Para informações relativas a prevenção da doença e medidas de biossegurança, ver aqui.

O cumprimento rigoroso das regras de biossegurança bem como a observação diária e atenta das aves de capoeira, incluindo a monitorização dos consumos de alimento e água e dos índices produtivos, são imprescindíveis para a salvaguarda do efetivo avícola. Recentemente foi publicado, pela FEPASA em colaboração com a DGAV, um manual de biossegurança para estabelecimentos avícolas que pode ser consultado aqui

  • O que fazer se encontrar aves selvagens doentes ou mortas

A monitorização da circulação de vírus da gripe aviária em aves selvagens é muito importante para o conhecimento da situação epidemiológica da doença no nosso país e também para a avaliação do nível de risco para as aves domésticas.

Ao encontrar aves selvagens mortas ou doentes em ambiente natural, deverá contactar os serviços locais da DGAV da área respetiva a fim de possibilitar a recolha de amostras para testagem. A lista de contactos dos serviços pode ser consultada aqui.

No caso das aves selvagens encontradas mortas poderá também ser utilizada a aplicação ANIMAS para a notificação das mesmas. Esta aplicação, desenvolvida pela DGAV em colaboração com o ICNF é de fácil utilização e acesso, podendo ser utilizada através do telemóvel, do tablet ou online, acedendo a https://animas.icnf.pt. Para mais informações sobre a ANIMAS, ver aqui.

Vídeo promocional da aplicação de Notificação Imediata de Mortalidade de Animais Selvagens ANIMAS (ver ANIMAS – Plataforma – YouTube).

Notificação obrigatória

A Gripe Aviária é uma doença de notificação obrigatória para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), para a União Europeia e a nível nacional.

Assim, de acordo com a legislação em vigor, qualquer suspeita ou ocorrência de GA deve ser de imediato reportada aos serviços regionais e locais da DGAV pelos produtores, comerciantes, industriais, transportadores, médicos veterinários, caçadores ou outras pessoas que lidem com os efetivos avícolas e com as aves selvagens.

Em Portugal estão em vigor as medidas de prevenção e de biossegurança estabelecidas no Aviso nº 18 cujo anexo contém a lista de concelhos e freguesias e mapa de zonas alto de risco.

Vigilância da Gripe Aviária
Desde 2003 que Portugal à semelhança dos outros Estados-Membros submete à aprovação pela Comissão, “Programas de Vigilância para a Gripe Aviária em Aves de Capoeira e Aves Selvagens” (Consultar).

Modelos de requisição de análises para o Programas de Vigilância para a Gripe Aviária:

Laboratório Nacional de Referência para a Gripe Aviária

INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.)
Av. da República, Quinta do Marquês – 2780-157 Oeiras – Portugal
Tel: (+351) 214 403 500 | Fax: (+351) 21 440 36 66  www.iniav.pt

Informação técnica:

Descrição da Doença (ver Anexo I)
Medidas de emergência (ver Anexo II)

Lista comparativa dos biocidas para os planos de contingência (ver).

Comissão Europeia

OIE (Organização Mundial de Saúde Animal)
Código dos animais terrestres – Capítulo 10.4 – Infeção com os vírus da Influenza Aviária

Portal da Gripe Aviária da Organização Mundial para a Saúde Animal (WOAH)

European Food Safety Autority (EFSA) – Esta agência emitiu vários pareceres científicos acerca da Gripe Aviária:

Avian Influenza (EFSA Journal 2017; 15 (10):4991)
Outros pareceres sobre a GA

ECDC (European centre for Diseases Control and Prevention)
https://ecdc.europa.eu/en/avian-influenza

FAO – Food and Agriculture organization of the United Nations

CDC (Centers for Diseases Control and Prevention)

Legislação:

Nacional:

Comunitária

  • Regulamento (UE) 2016/429 de Parlamento Europeu e do Conselho de 9 de março (Lei da Saúde Animal)
  • Regulamento Delegado (UE) 2020/687 da Comissão de 17 de dezembro que complementa o Regulamento (UE) 2016/429 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere às regras de prevenção e controlo de certas doenças listadas.
  • Regulamento Delegado (UE) 2020/689 da Comissão de 17 de dezembro de 2019 que complementa o Regulamento (UE) 2016/429 do Parlamento Europeu e do Conselho no que diz respeito a regras em matéria de vigilância, programas de erradicação e estatuto de indemnidade de doença para certas doenças listadas e doenças emergentes.

Folhetos


QUESTÕES FREQUENTES


Doenças das Aves

Technical note HPAI

Nota técnica GAAP

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